sábado, 20 de febreiro de 2021

ロリータ・ファッション

Queixumes dos Pinos



Que barba non coidada!
Que pálida color!
Que vestido que longa
Noncuranza afeou!
Quizais é algún malvado,
Quizais é algún ladrón…
Miña madre, valédeme,
Valédeme, por Deus;
Quizais é algún minguado,
Qu’o juízo lle mancou;
Oh! que vista tan brava,
Chea d’espanto e dor!
Non sei se me dá medo,
Se me dá compaixón;
Parece un pino leixado do vento,
Parece botado do mar de Niñóns


mércores, 17 de febreiro de 2021

Poema de Olga Novo

Bacante

 Un Von Pluschow de excelente calidad titulado Bacante, de alrededor de 1900. Tiene los atributos de los bacantes: el cuenco para beber de estilo antiguo y las pieles de animales, todos asociados con los seguidores de Baco que deambulaban por campos y bosques para finalmente participar en borracheras orgiásticas y ritos frenéticos.

martes, 26 de xaneiro de 2021

Dereck Walcott: Mapa del nuevo mundo

 I

Archipiélagos

Al final de esta frase, comenzará la lluvia.
Al filo de la lluvia, un velero.

Poco a poco el velero perderá de vista las islas;
se desvanecerá en la bruma
la fe en los puertos de una raza entera.

La guerra de diez años ha terminado.
la cabellera de Helena: una nube gris.
Troya: un foso blanco de ceniza
a orillas de la mar donde llovizna.

La llovizna se tensa como las cuerdas de un arpa.
Un hombre con la vista empañada presiente la lluvia
y tañe el primer verso de la Odisea.

De Dichoso el viajero

sábado, 23 de xaneiro de 2021

De como Santiago librou un home da forca

 Aveo asi huu dia que, seendo as gardas do altar eno lugar onde he acostumado, tres caualeiros de cõdado de Perigol veerõ a Santiago en rromaria. Et jaendo ante o altar, poys que fezerõ sua oraçõ, tomarõ cõtra as gardas e diserõlhe asi.

-Este home que aqui ven conosco, ergedeuos a el et rreçebede-o moy ben ca o apostolo mostrou el miragre et moy marauilhoso, ca o tirou da forqua onde sia enforquado.

Aquel ome por que eles diziã, veo ali co eles et era moy mãcebo, et andaua vestido de moy nobres panos e paresçia home de grã parage, et tragia eno pescoço hua pertega de carualho entorta, et chegãdo ante o altar começou a chamar et dizer asi:

-Sennor Santiago, aque aqui o teu seruo que tu luraste do laço da morte.

Entõ os que aly estauã preguntaron-lhe por que rrazõ tragia aquela pertega eno pescoço et como lhe aviera, et cõtou-lhe en esta guisa:

-O señor de hu castelo que era ora teno ouve dous filhos, et huu era varõ et o outro era femea; et esta que era femea casou cõ huu caualeiro, et era moy poderoso et moy mao home, et despois da morte do sogro demãdou-me o castelo que dezia que era seu, por parte da moher, a medade del, et quixera enxerdar o outro yrrmaão. Eu tina o castelo de mão de seu sogro, et porque entendia que era mayor do filho varõ erdar o castelo et aquel outro que o queria enxerdar, defendi o mais que eu pude. O marido d'aquela dona vio que eu me lhe enfestaua cõ o castelo et queria mãteer a fieldade que prometera a seu sogro, queria-me por ende mal et nunca em al pensaua senõ en cõmo me poderia matar [...] Et andando en esto pensando, veo huu dia a mi ao castelo et prendeu-me, et seendo eu en seu poder daua-me moy grãdes tormentos, et senty-me hua or del moyto aficado et dixe-lhe:

-Tormento que me faças no me pode enpeeçer ca o señor Santiago me garda de ty et agora che aparesçerá aqui.

O caualeyro disso:

-Se o teu Santiago te pode liurar de minhas mãos esto me veerey eu.

Tomou logo hua pertega de caruallo, esta que me veedes trager, et deytou-ma ena gargãta et enforcou-me. Et seendo enforcado enpuxaua-me cõ huma lança que tinha ena mão ora a huu cabo ora a outro para morrer mais agina.

Et eu seendo assi vyn visiuelemente Santiago que me desasuxou o laço da gargãta et fez-me o corpo estar cõmo se estouesse sobre hua escaada. Et pois que se partirõ d'ali todos os que y forõ achegados, mia molher chegou a mi ali hu siia et vina deitãdo as maãos enos cabelos et carpyndo moyto et chamãdo-me por nome; et eu onde siia rrespondy-lhe et dixe-lhe:

-Nõ chores, mais pensa de me tirar d'aqui agina ca viuo soo et Santiago me ten aqui.

Libro dos Milagres de Santiago

martes, 19 de xaneiro de 2021

Batalha de Maratona

Capacete coríntio encontrado com o crânio do soldado ainda dentro, da Batalha da Maratona, que ocorreu em 490 a.C., durante a primeira invasão persa à Grécia.⁣

Há 2.500 anos, 10.000 soldados gregos se reuniram nas planícies de Maratona para combater o exército persa invasor.
Os soldados gregos eram compostos principalmente de cidadãos de Atenas, além de alguns reforços de Platéia. O exército persa tinha 25.000 soldados de infantaria e 1.000 de cavalaria.
Os gregos, em menor número, haviam ficado parados por dias, esperando que chegassem reforços de Esparta. Mas, infelizmente, eles não podiam esperar mais. Os persas, esperando uma vitória fácil, aguardaram pacientemente enquanto os gregos começavam a avançar.
Quando se aproximaram, o sinal foi dado aos arqueiros persas para dispararem suas flechas. Os gregos ganharam velocidade nos 400 metros finais, sem se deixar abater pelo granizo de flechas que enchiam o céu. Em questão de minutos, os dois exércitos estavam em cima um do outro. Os gregos dominaram os soldados persas nos flancos, o que lhes permitiu cercar rapidamente o centro do exército persa. O pânico se seguiu e os persas começaram a fugir de volta para seus navios. Alguns deles, não familiarizados com o terreno, recuaram em direção aos pântanos, onde um número incontável deles se afogou. Segundo o historiador grego Heródoto, 6.400 corpos persas estavam espalhados pelo campo de batalha. Os atenienses perderam 192 homens e os platéias perderam 11.
Segundo a lenda, um mensageiro de longa distância chamado Phidippides foi enviado a Atenas logo após a batalha para transmitir as notícias da vitória. Dizem que ele percorreu toda a distância de Maratona a Atenas, uma distância de aproximadamente 40 quilômetros, sem parar, e entrou na assembléia para declarar: "Nós vencemos!", antes de desmaiar e morrer.

A música calada, a soedade sonora